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domingo, 5 de julho de 2009

Meu maracatu pesa uma tonelada


O que pretende a cultura pós-moderna senão esfacelar toda história corrente?
Você sabe, eu também sei, nós precisamos já é de um novo Cristo para nos guiar a luz, pra chamar de nosso, pra pregar na cruz. Pois aqui o show só termina quando as luzes apagam.
Eu quero, e quero agora, o estado de transe de um ócio criativo. Quero arrancar cabelos, arrancar suplícios, gozar risadas. Mas o problema mesmo é que eu não quero nada. Não é falta é ausência, o resto é que é silêncio. Você entende? Não, não responda ainda. Nossa, todo mundo é tão critico. O mal do século é a hipnose da alma, mas sempre há quem diga que isso não importa. Pobre liberdade, encarcerada entre quatro paredes. Até onde a vista alcança não há vista para o mar, logo também não há final feliz nessa história e o infeliz de tão coitado é o único que sorri quando o filme acaba. Quem mandou inventar o cárcere de vidro?
Você não pode perder, o mais belo espetáculo jamais visto, essa nossa grandiosa pátria ainda nos reserva muitas surpresas, espere só até que todas as mentiras, canalhices e covardias que nos foram acometidas saiam do anonimato e batam a nossa porta. Ah esse Brasil bastardo, é um mundo doentio de horrores inimagináveis e festas populares.
Tão jovem, tão belo e tão pouco. Não finja que se importa.

1 Comentários:

Marco Sistinne disse...

Muito bom o blog, olha! realmente está de parabéns, gostei bastante ...

Abraços
Marco