Variações sobre um mesmo tema
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
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Pare o mundo que eu quero descer
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
É preciso fé cega...
Via: Omedi
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Os Quereres
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Capital não é apenas matéria ou mercado. Quem dera fosse um fato, constante e imutável. Um fado social. Mas Capital é tempo, espaço e status, é gente com pressa por todos os lados. Sacos plásticos. Enlatados goela abaixo. Olhos que não vêem, corpo que não sente. Capital é conhecimento cientifico abstrato. Mas, mais que tudo, é falta de significado.
O Capital não tem fronteiras. Tudo vira mercadoria, numero ou estatística. Mesmo quando se compra se vende. E nada mais surpreende, aliás, a surpresa já era mesmo esperada. Força premeditada. Nada se sabe, tudo se acha. Com Capital compra-se ideologias, compra-se móveis nas Casas Bahia. Ordem na desordem. Alegria, alegria.
É o querer que move o mercado, o consumo que gera mais consumo. No sistema o último elo da cadeia trópica é a demanda. Não seja outro tijolo no muro, produto substituível passivo. As engrenagens demonstram desgaste, mas ninguém demonstra pena. Ah, bruta flor do querer.
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Dogmas Tecnofacistas
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
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Eu não sou um bom lugar
quinta-feira, 20 de agosto de 2009

- Você sabe o que foi que o Homem fez quando chegou ao futuro?
- Hum?
- Quis voltar ao passado.
- ...
- Não entendeu?
- Entendi...
- Tudo bem, as pessoas têm dificuldade em admitir que não entendem.
- Eu entendi.
- Vamos, pergunte!
Já pensou quantas guerras seriam evitadas se ao menos um dos seguidores de Jesus levantasse a mão e pergunta-se o significado de determinado sermão ou parábola.
- Ok.
Do quê você ta falando?
- Da eterna busca que motiva a humanidade. Da leviandade do sentido da existência.
Creia-me, não há pote com ouro no final do arco-íris. A vida é uma busca vã por perguntas que há muito já conhecem respostas.
- ...
- Entendeu?
- Entendi...
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O Cordeiro

- Você sabia que a irmã de Cristo era lésbica?
- Não. Quem disse?
- Li num livro.
- E o que tem isso?
- Sei lá. Só achei esquisito.
- Comparado ao quê? Ao filho da VIRGEM?
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Catequismo
segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Dizem que a Terra é redonda, sei não. Pra mim tudo se encaixa quadrado, como tijolos na parede. O circulo representa a perfeição. Ok, mas isso acaso lhe parece perfeito? Pois eu vejo muitos cantos para uma roda da fortuna, tantos quantos se pode ver e mais. Porque ninguém sabe o que se esconde por detrás das cortinas. E quem realmente se importa? Desde que nunca sejamos estatuas de sal não é?
Existe um mercado de vida e de morte, grandes perguntas e outros mistérios. Redundância. Estamos realizando sonhos aqui, tocando estrelas, beijando o infinito. Mas nossas mãos ainda estão vazias, ou você acaso vê luz no fim do túnel? Há um Deus frio de punhos cerrados e não podemos tocá-lo. Lá do alto ele grita: Todos aqueles que procurarão por consolação terão também seu quinhão de culpa. E se ninguém quiser comprar os seus pecados você estará sozinho.
Milhões de pessoas perdidas não sabem mais do que um cachorro perseguindo a própria cola. Idealizamos aquilo que não temos, agregamos-lhe um valor que não possui, o distante se torna próximo, qualquer carta marcada vale mais que nossa boa vontade. Aquilo que você possui acaba lhe possuindo. Eis o verdadeiro preço da mercadoria, você também se vende por salvação.
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Mote de Amplidões
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Eu sei que foi de repente
Como um relógio que atrasou
Tudo girou na minha frente
Cinco batidas
E meu coração parou.
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A revolta dos homens-sanduíche contra o império do fast food
sexta-feira, 10 de julho de 2009
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Meu maracatu pesa uma tonelada
domingo, 5 de julho de 2009

O que pretende a cultura pós-moderna senão esfacelar toda história corrente?
Você sabe, eu também sei, nós precisamos já é de um novo Cristo para nos guiar a luz, pra chamar de nosso, pra pregar na cruz. Pois aqui o show só termina quando as luzes apagam.
Eu quero, e quero agora, o estado de transe de um ócio criativo. Quero arrancar cabelos, arrancar suplícios, gozar risadas. Mas o problema mesmo é que eu não quero nada. Não é falta é ausência, o resto é que é silêncio. Você entende? Não, não responda ainda. Nossa, todo mundo é tão critico. O mal do século é a hipnose da alma, mas sempre há quem diga que isso não importa. Pobre liberdade, encarcerada entre quatro paredes. Até onde a vista alcança não há vista para o mar, logo também não há final feliz nessa história e o infeliz de tão coitado é o único que sorri quando o filme acaba. Quem mandou inventar o cárcere de vidro?
Você não pode perder, o mais belo espetáculo jamais visto, essa nossa grandiosa pátria ainda nos reserva muitas surpresas, espere só até que todas as mentiras, canalhices e covardias que nos foram acometidas saiam do anonimato e batam a nossa porta. Ah esse Brasil bastardo, é um mundo doentio de horrores inimagináveis e festas populares.
Tão jovem, tão belo e tão pouco. Não finja que se importa.
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Colhões - Parte IV
sábado, 4 de julho de 2009

Criacionismo
Na sétima série eu conheci Baby Lu, o coroinha, era a inocência em pessoa. A mãe dele era uma vadia abandonada que educou o garoto pessoalmente, ano após ano, até a sexta série, sempre dando ênfase ao estudo da bíblia, a ferro e fogo. Era ensino desumano e super avançado, ele estava anos-luz a frente do meu ensino público. Então era de se esperar que o novato quebrasse o galho da turma com o dever de casa. Um ato heróico.
Mas o cara era esquisito, não falava com ninguém, nem sequer olhava. Vivia no seu próprio mundo, o das palavras não ditas, onde ele era o cristo ressuscitado gerado miraculosamente no ventre da virgem, o único mocinho na terra dos homens sem lei.
Quando ele parou de ir as aulas ninguém sentiu muita falta, as pessoas ficavam incomodadas com sua presença, ele era o dedo de Deus apontado na direção de Gomorra, ninguém gostava disso. Mas como meu pescoço estava em jogo, eu fui atrás do safado que tinha sumido sem resolver meu dever de casa.
Encontrei-o no cinema velho, onde reprisava todos os dias – desde que a igreja o comprou no intuito de censurar os filmes que lhe conviesse – das 14 às 16 horas, Jesus de Nazaré, sessão livre, ele e o faxineiro eram o chamado público alvo. Perguntei por que ele não ia a aula, “não preciso!” ele respondeu, era a primeira vez que dizia algo, antes ele simplesmente pegava os deveres e os devolvia no dia seguinte, bom, já é um começo. “Mas eu preciso!” retruquei, ele não disse mais nada. Neste instante o faxineiro entediado com o calvário de Jesus sentou ao nosso lado e disse:
__ Vocês sabiam que antes do pastor comprar essa espelunca pra escravizar a mente de vocês crianças com esses filmes de merda sobre o super de Jerusalém, aqui era um cinema descente. Provavelmente os pais de vocês se masturbaram incontáveis vezes aqui, nas sessões da meia noite. Eu mesmo ainda guardo o original de Garganta Profunda, um clássico pornô sabe? Ah vocês crianças não sabem é de nada mesmo.
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Monólogo ao pé do ouvido
segunda-feira, 29 de junho de 2009

O futuro é um trem desgovernado, acelerado pra lugar nenhum. Pra nós – passageiros sem destino – tudo é passado, e o passado um borrão colorido.
A humanidade de fato é uma espécie singular, que criou a difícil arte de ludibriar a si mesmo.
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Mundo Livre Downloads
quarta-feira, 24 de junho de 2009

Já há algum tempo que este blog anda ausente, o motivo? Eu explico. Tenho me dedicado a construção de outro blog, um blog só e unicamente dedicado a downloads. Mas aí você pensa “Mais um blog de downloads? Quanta originalidade!”. Porém foi com base nesta mesma ironia que surgiu meu novo blog, Mundo Livre.
Existem centenas de sites e blogs especializados em downloads na internet, alguns divididos em determinados nichos, como filmes, programas, séries, etc. E também existem aqueles que abocanham tudo. Maravilha né? Mas é quando você precisa baixar qualquer coisa nesses sítios e descobre que os links, todos eles, estão quebrados que a verdade surge, de nada adianta centenas de blogs com links fora do ar.
A concepção do Mundo Livre é a seguinte: Conforme meu tempo e disposição, vou postando arquivos de filmes, séries, quadrinhos, revistas, documentários, música e de programas para download (atualmente tenho utilizado como guia meu próprio HD quanto a ordem das postagens). Em geral os links para os arquivos são originados de sites alheios, porém devidamente testados e principalmente respeitando e citando a fonte. Assim só em caso do arquivo desejado não for antes encontrado na internet é que eu mesmo precisarei fazer o upload. O tempo economizado com esta manobra permite mais postagens no blog. Mas é claro que isso ainda não resolve o problema dos links quebrados, para esses o único jeito é o próprio leitor detectar o problema e tratar de me comunicar e aí pode ter certeza que eu correrei contra o tempo para reativá-lo. Cá entre nós, uma espécie de contrato social invisivelmente firmado entre o dono e os freqüentadores do blog.
O titulo “Mundo Livre” é um conseqüência natural da própria situação do blog. E ainda coloca em prática idéias que há tempos desenvolvo, da internet como um mundo livre paralelo ao nosso, regido pela própria “mão divina”, um mercado livre e de livre acesso que somente poderia existir mesmo em paralelo ao mundo real, ainda que ambos juntos se auto alimentem.
Quanto ao Abstinência dos Sentidos. Sim, o blog continuará neste mesmo lugar, sobrevivendo, agora munido tão somente de suas palavras, ou seja, mais estranho do que nunca, beirando o auto nocaute enquanto embriaga-se em sua própria inconsistência. Nunca foi tão divertido andar por aí.
Ok, espero vocês lá ou então aqui.
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Como queimar na fogueira
sábado, 13 de junho de 2009
_ Odeio o inverno! Esse frio do caralho. Ô tempinho da porra.
_ É. Ainda mais com essa mudança climática, a tendência é só piorar.
_ Ah vá se fudê!
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Podres Poderes II
sábado, 6 de junho de 2009
Amando todas as caras e reis do mundo
Todo crioulo, virgem, papa, bicha ou vagabundo
E todo mundo que move mundos e fundos contra poluição.
Até quando beberemos seu vinho barato
Fabricados, enlatados e domesticados
Maldições em encartes versos de cigarros
Assassinados no mercado nacional.
Munidos de pedras e paus e paredes de aço
E todo fato que abafa o verdadeiro caso
Quase sempre é sempre tudo igual.
Tantos meses, anos e séculos passados
Mais um pouquinho de porra vaza pelo ralo
A vida mal começa e já termina mal.
São tantos cegos, surdos, mudos ou desempregados
Existe um óvni parado no sinal fechado
E o contrabando é empresarial.
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Filmes de guerra, canções de amor
sábado, 30 de maio de 2009
Não faz muito que foi divulgada uma lista com as 10 melhores musicas de protesto já feitas, encabeçada logicamente por Bob Dylan. Interessante observar o conteúdo de tais musicas, em geral letras sobre a irracionalidade das guerras. Guerras com muitas vitimas e nenhum herói são guerras de vilões derrotados. O interessante no caso é que, embora conflitos bélicos sejam problemas globais, esse sentimento de amor e ódio é uma coisa muito americana, até na hora de fazer uma simples lista isso aflora. Além do mais eu achei essa lista limitada e superficial no que idealizava.
Toda via, no Brasil pior seria. Uma dezena de canções, subliminares ou não, sobre a ditadura e sambas no escuro. Como se fardas, generais e canhões fossem a única preocupação humana. Como se já não houvesse sangue, suor e lama o suficiente em qualquer cotidiano. Doenças e acidentes ligados, direta ou indiretamente, a atividades profissionais matam por ano três vezes mais trabalhadores do que qualquer guerra. Portanto, existe alguma explicação convincente, que não seja nem uma nem outra, para que quase todo protesto listado seja mal direcionado ou direcionado ao óbvio?
Há um subversivo diálogo no livro Clube da Luta sobre a triste condição da nossa geração, vulgo “os filhos do meio”, aqueles que não viram o começo e nem verão o fim, que preferiram assistir tevê. Aqueles que disputaram espaço em futuros livros de história, no capitulo sobre conquistas tecnológicas não há lugar para idiossincrasias humanas. Estamos meu bem por um triz.
Toda essa situação psicossociológica meio que explica a ausência cultural das musicas atuais e dá razão a velhas nostalgias. Ninguém cria cultura para si mesmo – exceto talvez eu. O nível artístico do século XXI reflete o nível intelectual da sociedade como um espelho mágico. Ainda não sei mesmo quais foram as promessas que a modernidade cumpriu.
Quase todo jovem brasileiro (dados globais demandariam buscas além do Orkut) se diz apolítico, como se mesmo esta já não fosse uma decisão política. Ora, mas justo a geração constitucionalizada? Não os culpo. No Brasil as crianças aprendem muito cedo a desvirtuada visão adulta de que política é apenas uma forma burocrática de foder com o povo. A distanciação dos fatos é que gera o comodismo.
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FARRAzine - 11
sábado, 23 de maio de 2009

Nesta edição: Entrevista com Juan Giménez, famoso desenhista da saga dos Metabarões. Lilian Mitsunaga em profissão: Letrista. E um papo sobre Podcasters (Nerdcast, Rapaduracast, Monacast, Papo de Gordo, Depois das 11 e Filecast/Piratacast) e mais...
Para ler online: Farrazine 11
Para download: Farrazine 11
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Ainda sobre a dialética dos sexos
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Para elucidar o post anterior sobre a dialética dos sexos, se é mesmo que se faz realmente necessária essa elucidação.Homens em geral são seres conformados, jamais serviram ou servirão como agentes da mudança, não há no homem essa necessidade explicita. Enquanto a mulher, por outro lado, transforma e é transformada pelo meio. Mulheres não dispõem da passividade masculina, moldam a vida enquanto ainda não podem moldar a morte.
Provavelmente é esta divergência de personalidades a responsável pela constante, às vezes subliminar, guerra dos sexos.
É claro que, levando em conta meu ponto de vista, isso torna o sexo feminino infinitamente superior, a mulher como representante da perdida racionalidade humana. Pois é sensível as inevitáveis transformações da realidade e a estas reage.
Não há surpresa se no futuro, muito em breve, todos os homens da Terra forem comandados por mulheres, aliás, não foi mesmo sempre assim?
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Múmias
quarta-feira, 6 de maio de 2009

A chave que abre as portas da percepção é o cérebro humano, mas a humanidade nem sequer pensou em usar a cabeça para abrir a porta, já foi logo tentando arrombar a fechadura. Nesse caso é melhor esquecer a porta e engolir a chave. Quem sair por último apaga a luz.
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A dialética* dos sexos
terça-feira, 5 de maio de 2009

_ Amorzinho... eu tive pensando...
Por que agente não sai dessa vida medíocre como quem investe contra um tanque de guerra? Sim, chutar o balde, jogar tudo pro ar, tudo – compromissos, responsabilidade, família, dinheiro, contas a pagar – absolutamente tudo. Quem não tem nada, não tem nada a perder.
Claro, você se despede dessa porra de trabalho de Cristo de terceiro mundo, no qual é claramente explorado por corporações gananciosas, sanguessugas atemporais que não se importam se tudo for para o inferno desde que lhes seja lucrativo. E tudo pra quê? Pra no fim, comprarmos mais um pouco daquilo que não precisamos, devolver todo dinheiro e com juros para estes pederastas do poder. Pois eu digo não.
Vamos colocar o pé na estrada, como nos velhos tempos. Vamos viver de amor.
_ Querida... cê viu o controle da tv?
* Teoria hegeliana segundo a qual tudo no universo é movimento e transformação e as transformações das idéias determinam as transformações da matéria.
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