Se é cena, é de cinema.
Se é sena, jogo da sorte.
Se é sina, pra quem tem cisma.
É sul, pra quem tem sorte.
Se é corte, é de costura.
Se é curta ou longa metragem.
Se é margem, porque oscila?
Se é milha, mira a paisagem.
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Tópico
segunda-feira, 5 de março de 2012
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Ateu
Comparados aos teus, meus valores são nulos, minhas vazões sem razão. Melhor os teus que não são tudo, melhor as tuas que terão. Falas muito de piedade, mas desconhece o perdão.
Convêm lembrar que a verdade, quando convier esquecer, assume formas de verdades que só vendo pra crer. E eu compro pra provar que são mentiras, comprovo então que não existem mais verdades.
De modo que não me agrada essa tua moral, cínica e inflexiva, além do bem e do mal. Queria eu ser igual e não pensar diferente de modo a te agradar com modos de crente. Mas creia-me que eu sou ateu.
Convêm lembrar que a verdade, quando convier esquecer, assume formas de verdades que só vendo pra crer. E eu compro pra provar que são mentiras, comprovo então que não existem mais verdades.
De modo que não me agrada essa tua moral, cínica e inflexiva, além do bem e do mal. Queria eu ser igual e não pensar diferente de modo a te agradar com modos de crente. Mas creia-me que eu sou ateu.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Anestesia
Foi um feixe de luz
mas de força mecânica
que atingiu a cabana
do velho pagé
que num ato de fé
defecava na moita
e com a voz meio rouca
reclamava da vida
que vivia sozinho
com um litro de vinho
e não tinha vizinho
que corresse em socorro
ou quisesse o transtorno
de ligar pros bombeiros
e se via o vermelho
lá no meio do mato
contrastando com o asfalto
dos assaltos humanos
mas o velho tem planos
de anos novos pro velho
e caso o cemitério
só lhe cause temor
em filmes de terror
ou livros de suspense
tem também essa gente
que a gente não sabe
mas enfrenta a idade
a maldade do tempo
e a fumaça com o vento
sobrevoa a cidade
com senso de oportunidade
cota de cidadania
preço de mercadoria
indígena, indigente.
mas de força mecânica
que atingiu a cabana
do velho pagé
que num ato de fé
defecava na moita
e com a voz meio rouca
reclamava da vida
que vivia sozinho
com um litro de vinho
e não tinha vizinho
que corresse em socorro
ou quisesse o transtorno
de ligar pros bombeiros
e se via o vermelho
lá no meio do mato
contrastando com o asfalto
dos assaltos humanos
mas o velho tem planos
de anos novos pro velho
e caso o cemitério
só lhe cause temor
em filmes de terror
ou livros de suspense
tem também essa gente
que a gente não sabe
mas enfrenta a idade
a maldade do tempo
e a fumaça com o vento
sobrevoa a cidade
com senso de oportunidade
cota de cidadania
preço de mercadoria
indígena, indigente.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Polaridade
Eu júbilo maço de cigarros.
Tu leite condensado.
Meu máximo foi conhecer a Augusta.
Tu a montanha russa.
Eu saco o dia de finados.
Tu o supermercado.
Meu plano foi desbravar o pampa.
Tu aerodinâmica.
Eu falo tu e tu gueixa, mas deixa assim.
Eu falo tu e tu deixa, mas queixa de mim.
Eu anedota de segunda-feira.
Tu versão brasileira.
Esse meu ar contemplativo e sério.
Tu cheia de mistérios.
Eu ouço Roberto corta essa.
Tu louca de injeção na testa.
Aí esse mundo anda tão esquisito.
Tu rei do teu umbigo.
Eu falo tu e tu gueixa, mas deixa assim.
Eu falo tu e tu deixa, mas queixa de mim.
Tu leite condensado.
Meu máximo foi conhecer a Augusta.
Tu a montanha russa.
Eu saco o dia de finados.
Tu o supermercado.
Meu plano foi desbravar o pampa.
Tu aerodinâmica.
Eu falo tu e tu gueixa, mas deixa assim.
Eu falo tu e tu deixa, mas queixa de mim.
Eu anedota de segunda-feira.
Tu versão brasileira.
Esse meu ar contemplativo e sério.
Tu cheia de mistérios.
Eu ouço Roberto corta essa.
Tu louca de injeção na testa.
Aí esse mundo anda tão esquisito.
Tu rei do teu umbigo.
Eu falo tu e tu gueixa, mas deixa assim.
Eu falo tu e tu deixa, mas queixa de mim.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Desbravando o pampa
Pampa
de bota e espora
da cor da aurora
dos marechais
dos festivais
dos castelhanos
dos verdes campos
do minuano
dos sete povos
3° infanto
dos guaranis
e italianos
dos desencantos
dos monumentos
dos sotaventos
e voçorocas
do pinho
do gado
e da soja
das rotas
da reforma agrária
do latifúndio
e da mini área
das alpargatas
encruzilhadas
e das bravatas
dos coronéis
dos bordéis
de amor gaúcho
faca no bucho
e das centelhas
da feovelha
velha moral
bombacha larga
tradicional
da relva
da ceva
e do mate
de são gabriel
do fim de tarde
do rafael
e da universidade.
de bota e espora
da cor da aurora
dos marechais
dos festivais
dos castelhanos
dos verdes campos
do minuano
dos sete povos
3° infanto
dos guaranis
e italianos
dos desencantos
dos monumentos
dos sotaventos
e voçorocas
do pinho
do gado
e da soja
das rotas
da reforma agrária
do latifúndio
e da mini área
das alpargatas
encruzilhadas
e das bravatas
dos coronéis
dos bordéis
de amor gaúcho
faca no bucho
e das centelhas
da feovelha
velha moral
bombacha larga
tradicional
da relva
da ceva
e do mate
de são gabriel
do fim de tarde
do rafael
e da universidade.
Marcadores:
Música,
Os dias estão simplesmente lotados,
Poemeto
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Método peripatético de gozar a vida (pt. 2)
O tempo passa
pra quem faz graça
pra quem prefere chorar
grita menino
dança sozinho
diz que vai se alistar
para o exército
causo o excesso
transborde em algum lugar
foge da briga
Desbaratina
essa fumaça do ar
corre e disfarça
olha que massa
quando meu time ganhar
canta criolo
ouro de tolo
vida me ensina a jogar
pra fazer falta
quem come a pauta
sabe onde isso vai dar
veste a batina
toma batida
anda não pode parar
ri da desgraça
que te dá azas
mas não te deixa voar.
pra quem faz graça
pra quem prefere chorar
grita menino
dança sozinho
diz que vai se alistar
para o exército
causo o excesso
transborde em algum lugar
foge da briga
Desbaratina
essa fumaça do ar
corre e disfarça
olha que massa
quando meu time ganhar
canta criolo
ouro de tolo
vida me ensina a jogar
pra fazer falta
quem come a pauta
sabe onde isso vai dar
veste a batina
toma batida
anda não pode parar
ri da desgraça
que te dá azas
mas não te deixa voar.
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Os dias estão simplesmente lotados
domingo, 1 de janeiro de 2012
Método peripatético de gozar a vida
Se a teoria já não faz sentido
se quase tudo engorda e faz malse a verdade fosse reunida
numa folha de jornal.
O tempo passa e a gente fica
roendo as unhas querendo um sinal
e o natal passa e a gente acha
que o mundo já não acaba afinal.
Depois de novo a mesma desgraça
a velha luta do bem contra o mal
e o ano novo nunca começa
antes que acabe o carnaval.
São tantas perspectivas:
método peripatético de gozar a vida.
Filosofia que exercita a memória
na falta dela se exercita o pulmão
mas pense bem preste atenção
pode ser falta de imaginação.
se quase tudo engorda e faz malse a verdade fosse reunida
numa folha de jornal.
O tempo passa e a gente fica
roendo as unhas querendo um sinal
e o natal passa e a gente acha
que o mundo já não acaba afinal.
Depois de novo a mesma desgraça
a velha luta do bem contra o mal
e o ano novo nunca começa
antes que acabe o carnaval.
São tantas perspectivas:
método peripatético de gozar a vida.
Filosofia que exercita a memória
na falta dela se exercita o pulmão
mas pense bem preste atenção
pode ser falta de imaginação.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Poemeus
Alivio cômico
atômico
das festas do playground
Amor platônico
anônimo
O espaço é milimétrico
Calor térmico
Troquei o meu ferro elétrico
por um ventilador
Um céu de gelo lá fora
Sonhos caindo no chão
Vento bate dentro
fora do meu coração
Não sei que horas são
Já nem enxergo tão bem
Venha comigo e despenque
das nuvens também.
atômico
das festas do playground
Amor platônico
anônimo
O espaço é milimétrico
Calor térmico
Troquei o meu ferro elétrico
por um ventilador
Um céu de gelo lá fora
Sonhos caindo no chão
Vento bate dentro
fora do meu coração
Não sei que horas são
Já nem enxergo tão bem
Venha comigo e despenque
das nuvens também.
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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
to be
Sendo como sendo
Como será
Como será
Sendo que não sendo
Sendo mais ou menos
Quanto será
Quanto será
Sendo mais do mesmo
Sendo como sendo
É que será
É que será
Sendo
É que será
Não sendo
Sendo seno o cosseno
Como será
Como será
Seno ser cosseno
Sendo um meio termo
Quanto será
Quanto será
Sendo termo inteiro
Sendo como sendo
É que será
É que será
Sendo
É que será
Não sendo
Como será
Como será
Sendo que não sendo
Sendo mais ou menos
Quanto será
Quanto será
Sendo mais do mesmo
Sendo como sendo
É que será
É que será
Sendo
É que será
Não sendo
Sendo seno o cosseno
Como será
Como será
Seno ser cosseno
Sendo um meio termo
Quanto será
Quanto será
Sendo termo inteiro
Sendo como sendo
É que será
É que será
Sendo
É que será
Não sendo
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Poemeto
sábado, 26 de novembro de 2011
Puta
Puta da pele dourada
beijo molhado suado
corpo caliente batente
na casa neon.
Peitos, pernas e bunda
dentes, olhos e unhas
e o anseio culposo dessa solidão.
Puta vilã das novelas
puta das pernas abertas, do sexo pago
puta que finge o orgasmo e nunca diz não.
Musa dessa canção que eu canto baixinho
ai se eu tivesse dinheiro não dormia sozinho.
beijo molhado suado
corpo caliente batente
na casa neon.
Peitos, pernas e bunda
dentes, olhos e unhas
e o anseio culposo dessa solidão.
Puta vilã das novelas
puta das pernas abertas, do sexo pago
puta que finge o orgasmo e nunca diz não.
Musa dessa canção que eu canto baixinho
ai se eu tivesse dinheiro não dormia sozinho.












